Menu
Busca 
Newsletter 
Quais as causas mais comuns dos incêndios em edificações?
Incêndios em Edificações: Como Prevenir. 

Publicado em 29/03/2009
Seção: 


A Diretoria Geral de Serviços Técnicos, através do Cel BM Délio Neri e Silva em entrevista à Revista Lowndes Report, fala sobre as causas mais comuns dos incêndios, cuidados preventivos, equipamentos básicos de prevenção a incêndios em edificações, manutenção de extintores, planos de emergência e de fuga, treinamento de orientação a moradores e formação de brigada.

Os incêndios em condomínios verticais são mais freqüentes do que se imagina e, por isso, os síndicos devem dar toda atenção às medidas preventivas. Equipamentos, como extintores, splinkers, placas de sinalização, portas corta-fogo e mangueiras de incêndio, assim como o treinamento para os empregados, são itens que não podem ser esquecidos. Para saber mais sobre prevenção a incêndios, ouvimos o coronel do Corpo de Bombeiros, Délio Neri e Silva, responsável pela prevenção a incêndios em edificações. Ele orienta para o que é básico e reforça a importância da preparação de empregados e moradores para a fuga em casos de acidentes com fogo. 

LOWNDES REPORT – Quais as causas mais comuns dos incêndios em edificações?

CORONEL NERI – Primeiramente é importante destacar qual o tipo da edificação: comercial ou residencial. Nas comerciais, constata-se que os incêndios começam tanto com pontas de cigarros atiradas nas latas de lixo, sobrecarga nas tomadas elétricas (as famosas extensões) até com o esquecimento de aparelhos ligados após o término do expediente (cafeteiras, tostadeiras). Nas edificações residenciais é comum a ocorrência de incêndios que se originam por esquecimento de panelas no fogo com a proximidade de, por exemplo, um pano de prato na boca do fogão; práticas religiosas com utilização velas; crianças manipulando fósforos, isqueiros, acendedores ou quaisquer outros tipos de apetrechos que produzam fontes de ignição; pontas de cigarro atiradas pela janela que acabam sendo carregadas pelo vento para o interior de outro apartamento vizinho (geralmente abaixo – estas pontas podem cair sobre uma cama ou cortina); a instalação incorreta de determinados aparelhos eletrodomésticos (condicionadores de ar, microondas, etc); ferro de passar esquecido ligado sobre roupas; pessoas que vão para a cama (ou sofá) fumando e acabam pegando no sono com o cigarro aceso; manipulação incorreta ou desatenciosa de produtos químicos (álcool, solventes diversos, etc); ventiladores ligados próximos às cortinas (o tecido pode entrar no aparelho causando o travamento do giro das hélices e o superaquecimento do aparelho); instalação equivocada de botijão de gás; mau dimensionamento de rede elétrica; uso de “gambiarras”; e, no período das festas natalinas, a instalação indiscriminada de adornos de Natal, quando são utilizadas sem quaisquer cuidados as extensões e a iluminação de fachadas sem orientação de profissional habilitado (eletricista). Esta última hipótese vale também para as edificações comerciais.

LR – Quais os cuidados preventivos que todo o síndico deve ter para evitar estas ocorrências?

CORONEL NERI – Primeiramente é necessário que exista uma conscientização dos administradores quanto aos riscos da ocorrência de um princípio de incêndio nos condomínios gerenciados por eles. Este tipo de percepção é o primeiro passo para que os síndicos providenciem a devida manutenção dos sistemas preventivos de combate a incêndio (verificação dos extintores, da canalização preventiva), conferindo as condições dos registros, mangueiras e eletrobombas de pressurização dos sistemas. É válido também que a administração do condomínio realize palestras junto aos condôminos, cujo tema seja prevenção contra incêndio. Enquadra-se neste aspecto a orientação aos empregados do condomínio quanto à utilização dos equipamentos.

LR – Quais os equipamentos básicos de prevenção a incêndios em edificações?

CORONEL NERI – Os extintores portáteis de incêndio, que deverão ser disponibilizados de acordo com a classe de incêndio e os hidrantes que compõem a canalização preventiva – geralmente localizados em local visível, equipados com até 02 (duas) mangueiras e o respectivo esguicho. Ressalta-se que os extintores de incêndio são os dispositivos mínimos comuns a qualquer edificação seja qual for a classificação da mesma.

LR – Sobre manutenção de extintores, o que os síndicos precisam saber?

CORONEL NERI – É importante que os administradores anualmente façam uma revisão nos extintores existentes nos imóveis sob sua responsabilidade. Devem conferir, por meio do selo de identificação, a data de recarga e, por meio do manômetro, se o equipamento está com sua capacidade de carga dentro dos limites de utilização. Ressalta-se a importância de se elaborar um mapeamento destes equipamentos, possibilitando assim verificar se a localização dos mesmos está em conformidade com o previsto.

LR – Sobre plano de emergência e de fuga, qual seria o ideal para edifícios residenciais e para os comerciais? Existe esta distinção? O que é importante saber sobre isso?

CORONEL NERI – Este é o tipo de procedimento que vem de encontro ao fator cultural do nosso País. Quando falamos de edificações residenciais, partimos do princípio de que os moradores conhecem cada palmo do local onde habitam. Podemos dizer que, se vendarmos os olhos de um morador e o deixarmos dentro de seu quarto no interior do apartamento, ele conseguirá se locomover instintivamente até o ponto de escoamento mais próximo em seu pavimento (escada enclausurada), guiando-se através do tato, até atingir a parte externa do prédio. Mas, o mesmo não podemos afirmar, de um modo geral, à população fixa de uma edificação comercial. Por isto, tamanha é a importância da elaboração de um plano de emergência para as edificações deste tipo. Tal mecanismo deve ser periodicamente ensaiado pelos funcionários que rotineiramente transitam pelas instalações do prédio no intuito de familiarizar o indivíduo com aquelas instalações, como também uniformizar uma linha de procedimentos em caso de emergência. Desta forma, cada empregado passa a ser um orientador àqueles que porventura estejam no interior da edificação. Esta rotina de treinamento é comum nos países mais desenvolvidos. Além disso, cabe a todos observar a sinalização de emergência nas edificações (principalmente nas comerciais e de reunião de público – cinemas, teatros, boates, circos etc.), como também a localização exata dos equipamentos de combate a incêndio.

LR – Sobre treinamento de empregados de edifício, orientação a moradores e formação de brigada, qual a importância destas iniciativas?

CORONEL NERI – O treinamento dos empregados consiste num importante procedimento quando se objetiva a prevenção de acidentes (sejam eles quais forem). Todo o funcionário de uma edificação pode ser considerado potencialmente um brigadista. Logo, a iniciativa dos administradores de condomínios em treinar seus funcionários é sempre vista com bons olhos por todos que se preocupam com segurança. É um tipo de orientação que precisa ser fornecida por profissionais especializados (técnicos e engenheiros de segurança do trabalho). O Corpo de Bombeiros coloca à disposição um canal habilitado a orientar a população neste sentido, através de suas unidades operacionais espalhadas por todo o Estado do Rio de Janeiro. Os contatos podem ser feitos pelo telefone 193 ou pessoalmente junto a estas unidades.

7com - Serviços de Telecomunicações e Comércio Ltda.   End.:Av . Antonio Barreto 273 Bairro de Fatima Belém/PA  CEP: 66060-020  Tel.: 55+91 - 32460224 / 92648813